Existe um lugar sem ruas definidas, com chão de poeira, casas de madeira...
Um lugar onde senhoras apoiam seus braços nas soleiras e tecem vagarosamente a vida dos que por ali passam sem nunca mais voltar.
Neste lugar, onde ora não se respira devido a poeira, ora pelas queimadas estive por algumas horas a trabalho e dali retirei a certeza que o fim do mundo existe, pelo menos o meu!
As pessoas dali não estão isoladas de meios de comunicação, ou do poder que o dinheiro das toras que caem em meio a floresta pode lhes proporcionar, o isolamento para estas pessoas esta nos olhos de quem as vê sem enxerga-las.
Pessoas números, inúmeros rostos perdidos que contribuem para os diversos "Brasil" deste Brasil que muitas vezes as ignora, as rotula, as esquecem...
Na volta de minha viagem ao fim do meu mundo, talvez um pouco mais consciente e muito assustado, penso em questões ambientais, o meu Mato Grosso não é tanto mato mais e menos verde ainda!
Um comentário:
Boa reflexão.
Daki a pouco vao mudar o nome pra Mato Fino...
Podre essa, eu sei!!
Postar um comentário