Durante muito tempo eu acreditei que a felicidade estava no modelo padrão daquele homem engravatado com as marcas da seriedade na testa, dono de um bom carro na garagem, com o sonhado cargo de chefia e uma família feliz o esperando para jantar...
Confesso ter esperado ansioso por tais acontecimentos.
Mas um dia eu descobri que o terno aperta o pescoço, que as linhas de expressão na testa me envelheceria precocemente, que o carro bom só será bom se eu tiver tempo para desfruta-lo e que meu cargo de chefia não tem significado algum se eu não saber como são meus subordinados, que se eu não tiver vontade de jantar com a minha família ela de fato não existe.
Então...
Resolvi não me preocupar, resolvi sorrir mais, a me atrasar mais, a caminhar mais, a tomar café na pia da cozinha, cantar ( alto e errado) no trânsito, passei a enxergar o próximo, a cuidar de mim.
Resolvi viver e ter naquele homem modelo padrão, apenas uma referência daquilo que não me faz falta.
Um comentário:
Garoto, para ser feliz basta ser simples, se contentar com o simples, viver o simples, querer o simples... é perfeito.
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